Já tinha reparado. Agora voltou a acontecer. As funcionárias da Conservatória do Registo Civil de Évora são eficientes como poucas. E estou a falar a sério, sem a mais pequena ponta de ironia.
Não fazem mais que a sua obrigação? Pois não. Mas se vos disser que temperam a eficácia com simpatia e vontade de ajudar aí, alto, a coisa melhora claramente, estamos no país do "faz pior que é melhor", olha-se de lado para quem tenta fazer bem, cola-se-lhe o labéu de lambe-botas, o melhor é marginalizar a peça, "o gajo é ambicioso, finge que não o vês, assobia pró lado".
Conhecem o funcionário-tipo da administração pública portuguesa, cara-de-pau, rezingão, sobranceiro, superior e "grunfento" (diz-se dos funcionários que emitem "grunfs"). Sabem do que estou a falar, não?
Pois esse espécimen não mora ali. Se alguma vez houve, reformou-se, adaptou-se, evoluiu.
Não se deve agradecer aquilo a que se tem direito? Talvez seja verdade, mas há que honrar o mérito. Bem hajam.
Publicado por ACarvalho em março 23, 2006 08:08 PMNem todos os funcionários públicos são mediocres. Também os há com grande categoria!
Ganham a mesma conta que os calinas!
Falta uma boa avaliação de desempenho que premei a competência, o zelo e o mérito!
Subscrevo e subscrevo!!
Alegra-me que digam bem dos funcionários públicos!!!
Já vi empresas privadas, designadamente multinacionais, cujos funcionários têm um desempenho bastante inferior ao da Função Pública.
Para mim, um dos males de que a função pública enferma advém de não existirem ganhos de produtividade.
E este propósito recordo aqueles portugueses que, em países estrangeiros, são os melhores funcionários...de certo se deve aos ganhos de produtividade.
Até breve
Afixado por: Luis Moura Serra em março 26, 2006 12:48 AM