março 14, 2006

Pagavas pouco? Toma!

As tarifas mínimas da água vão ser aumentadas. É bem feita, ó bravo cidadão do Sol-Posto.

Quem te mandou nascer aqui (acto já claramente censurável) mas sobretudo, quem te obrigou a permanecer aqui, ano após ano, abuso atrás de abuso, lixado e mal pago, assistindo a tudo com um sorriso nos lábios e uns quantos encolhimentos de ombros, ó bonifrate sem acção?

Tens o que mereces, meu "punching-bag" mal acabado. Não tens dinheiro? Faz do "cu" um candeeiro! Paga, malandro!

Ou deixa cortar a água. Assim como assim, já não deixas de cheirar mal... é que, parolo, tu consubstancias o cheiro da tua circunstância: cagam-te em cima e limitas-te a sacudir a merda!

PS: Entendam esta "linguagem" ordinária no contexto da intenção literária, aqui claramente gongórica e premonitória, como no "libretto" de D. Giovanni ou no "Velho do Restelo", do bravíssimo Luís Vaz, mas bebendo, sobretudo, do processo de metamorfose dramatúrgica de Gil Vicente (consabidamente incapaz na ciência da animação de mortos, mau grado o esforço). É tudo a bem da arte. Samicas, quem sabe?

Publicado por ACarvalho em março 14, 2006 02:18 PM
Comentários

neste domínio das tarifas da água sempre defendi tarifários crescentes de acordo com o consumo, com correcções tendo em conta a dimensão do agregado. Importa criar mecanismos que motivem a poupança, sem aumentar cegamente o custo. E penalizar os grandes desperdiçadores poderia ser um começo... Especialmente aí no Alentejo onde a água vale mais do que o petróleo...

Bem, e as Câmaras que deixam as bicas e os aspersores dos jardins abandonados e a pingar?... Que pagassem ao Estado uma multa, é que devia ser...

Afixado por: rui martins em março 14, 2006 09:17 PM
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