
Era um conto rubicundo
De pensamento profundo.
Transportou certo leitor,
De visita ao interior
Do seu intrincado enredo:
História de meter medo!
Envolve-o de tal maneira
Que o prende até terça-feira.
E no final desse dia,
O sujeito evidencia
Os sinais de leitor louco:
Convicto que fosse pouco,
O tempo passado a ler,
Quis toda a história rever.
Pôs-se o conto a decidir
Do leitor a sua sorte:
Não mais o deixou sair,
Prendeu-o até à morte.
A. Côrte-Real
Publicado por ACarvalho em março 11, 2006 01:38 PM