Ele é o Dia Internacional da Mulher, da Pessoa com Deficiência, do Livro, dos Museus, do Voluntariado, da Paz, da Solidariedade, da Destruição das Armas, da Dança, da Língua Materna, da Ciência, da Água, da Árvore... até da Segurança Informática e, pasme-se, o Dia Internacional Anti-McDonald.
Um só movimento, um só esforço, uma só vontade, substituiriam, com vantagens, todos os Dias Internacionais de Qualquer Coisa: EDUCAÇÃO.
Uma espécie ou um direito ameaçados, pimba, um Dia Internacional.
Um dia, os poucos que ficam de fora terão também direito ao seu Dia Internacional: O Dia Internacional Dos Que Não Têm Dia Internacional.
Declaro, urbi et orbi: o Dia Internacional de Qualquer Coisa começa por ser discriminatório e descricionário para a Coisa. Não basta celebrar, é preciso educar. Os Dias Internacionais são libelos de auto-inflicção: Todos somados resultam num pouco edificante reconhecimento - o de que nós, os homens e mulheres deste Mundo, vamos continuar umas bestas-quadradas até ao final dos tempos.
Já agora, um beijinho às mulheres-mães-amantes de todos os homens e mulheres.