Bill Gates veio a Portugal e estabeleceu uma série de protocolos com o governo. Ninguém pode, com um mínimo de seriedade, criticar a visita ou os acordos. Como não sabia por onde pegar, Marques Mendes tirou da cartola esta pérola:
Segundo ele, mais de metade dos ministros terão estado de uma forma subserviente, quase de boca aberta, a receber, ouvir e aplaudir o senhor Bill Gates. Isso seria ridículo e um acto de um provincianismo enorme.
Ridículo e provinciano é ter de rachar lenha de qualquer modo, à força, inventar, fantasiar qualquer coisa para não ter de deixar uma boa iniciativa sem mácula, meter uma bucha mesmo que seja uma bucha desajeitada e sem graça, de actor de terceira. Provinciano é o mau gosto recorrente de fazer oposição gratuita, ex-libris dos políticos de pacotilha, infelizmente sobrantes no triste panorama da política à portuguesa. Poderia ter tentado encontrar uma fraqueza em qualquer dos protocolos ajustados, mas não, isso daria demasiado trabalho, obrigá-lo-ia a um esforço de estudo e análise. É muito mais fácil desbocar um disparate qualquer.
Se ele (ou qualquer outro, de qualquer partido) se sente obrigado a dizer mal, para poder agradar aos tigres-dente-de-sabre do partido, a dúvida que se põe é: ele existe enquanto líder e em função da própria estratégia ou tem de enfiar, metódica e regularmente, a máscara que o faz passar por um líder que não gostaria de ser? Isto é, ele existe ou é uma alegoria?
Deus nos livre!
Publicado por ACarvalho em fevereiro 7, 2006 04:43 PMA reacção de MM nasceu naquele poço onde se escondem as criticas dos politicos de partidos da oposição... Ou seja, critica porque está na Oposição e porque gostaria de ser ele próprio a arrojar-se aos pés de Bill Gate$, não pq fizesse algo de realmente diferente...
Dito isto, acho que Portugal devia aposta, como apostou o Brasil em software livre como o OpenOffice e o Linux. Assim poderia dar emprego e viabilidade a uma rede de empresas portuguesas e escapar-se ao monopólio que a MS tem imposto por todo o mundo, sempre contra os últimos interesses dos clientes e utilizadores...
Por outro lado. Quando vai ganhar (e ganha) a MS em licenças de sofwtare vendido ao Estado?... E agora quanto vai embolsar em formação? Se optassem pelo software livre, não gastariam dinheiro em licenças e a formação e o suporte poderiam ser prestados por empresas portuguesas e por portugueses...
Veja-se a esta propósito a proposta da http://www.ansol.org/...
Afixado por: Rui Martins em fevereiro 8, 2006 12:19 PM