Médicos de todo o País, reunidos no Hospital de Santa Maria confessam não saber como lidar com a gripe das aves, se aparecer um caso suspeito. Desconhecem “como confirmar o vírus, quais os procedimentos para o isolamento de um infectado ou qual a calendarização para a toma do oseltamivir”. Eu não sou médico e as preocupações adiantadas são iguais às que eu, leigo, manifestaria, isto é, sobre a matéria em preço, os médicos sabem mais ou menos o mesmo que eu.
Graça Freitas, subdirectora-geral de saúde, descansa o pagode: está tudo sob controle, ainda não divulgámos os procedimentos para não alarmar,se isso acontecer, as determinações percorrerão o caminho certo, no momento exacto. Será que vão dá-las por telefone ao médico de serviço? Faça assim, agora faça assado, percebeu, quer que repita, não se enerve, daqui a 5 minutos telefone outra vez.
Presente na reunião, Graça Freitas, teve de transmitir aos médicos que tudo está equacionado, desde a contingentação aos procedimentos hospitalares. Contudo, o argumento "alarmista" como justificação da ausência de normas parece uma desculpa arranjada à pressa de quem foi apanhada de surpresa e não tem nada preparado. Posso estar enganado mas receio não estar. É que a desculpa não colhe, de maneira nenhuma. Divulgar os procedimentos, depois do aparecimento dos casos é uma ideia mais que peregrina. Alarme? Alarmados ficamos nós ao ouvi-la, Drª Graça Freitas.
Publicado por ACarvalho em fevereiro 6, 2006 11:06 AM