A CCDRA (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo) chumbou o complexo desportivo do Lusitano de Évora por a proposta ser, cito, "inadequada, não possuindo enquadramento nos instrumentos de gestão territorial em vigor". Este português retórico e vazio serve para chumbar esta proposta ou outra qualquer que vise desenvolver, seja em que área for, a região alentejana. Espartilhados por princípios e dogmas, os senhores da CCR, em nome de fundamentalismos ambientalistas e de ordenamento rural, só vão permitir que o Alentejo se desenvolva depois de os primeiros colonos chegarem à Lua. Até o Alqueva é intocável (por isso só é habitado por rãs). O espaço rural alentejano, viveiro de papoilas e estevas, não pode ser profanado. Depois, admiram-se por haver mais alentejanos em Almada do que em todo o Sul do País.
Chamar "de Desenvolvimento" a esta comissão é o supremo gozo dos alentejanos, habituados que estão a toda a espécie de entraves. O Alentejo, desde sempre marchante de duas velocidades (lento e muito lento) "empanou" de vez no malfadado dia em que esta avantesma foi parida. Um dia todos lhe chamarão "Comissão de Coordenação e Despovoamento Regional do Alentejo".