janeiro 25, 2006

Fui um apoiante de Alegre: sou "alegrista"?

Um apoiante de Cavaco é cavaquista; um apoiante de Soares é soarista; uma apoiante de Alegre é alegrista? Não, é simplesmente um cidadão atento.

Eu e todos os que apoiaram o poeta mostrámos que não andamos a dormir na forma e (surpresa) ainda somos bastantes. Tantos que se justificaria reunir as hostes e formar mais uma espécie de partido ou movimento para a cidadania? Outra vez não. Manuel Alegre deve voltar ao que sempre foi e continuar a ser um exemplo para todos, uma reserva atenta, um vigilante da democracia.

Se for desafiado para, no congresso, medir forças com Sócrates, com a desculpa de que isso é absolutamente necessário, não deve aceitar. Não pode permitir que sejam terceiros a marcar-lhe os tempos de actuação ou de decisão ou a regular a sua agenda política: foi candidato à liderança no partido mas agora não é. Se um dia resolver voltar a candidatar-se, deve fazê-lo por sua única, inteira e exclusiva vontade.

Fez o que tinha de ser feito, ponto final. Se alguém achar que não pode ficar a falar sozinho, então não fale. É da maneira que tem menos azia.

Publicado por ACarvalho em janeiro 25, 2006 03:12 PM
Comentários

Referência de alguém que, após décadas no parlamento, não se lhe conhece uma medida legislativa. Alguém conhece alguma? Eu não.

Afixado por: Filipe em janeiro 26, 2006 01:15 AM

As medidas legislativas são de grupos e não de pessoas. Sempre integrado no maior (ou no segundo maior) grupo parlamentar da AR Alegre, participou em toda a "vida legislativa" portuguesa do pós 25 de Abril, incluindo a Constituição da República.

Afixado por: ACarvalho em janeiro 26, 2006 12:45 PM

Ou seja, basta lá estar. Para mim não basta e sou contra os mandatos honoris causa.

Afixado por: Filipe em janeiro 26, 2006 04:55 PM

Seria fastidioso enumerar as inúmeras comissões que integrou na AR, mas repare:

-Deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002 e por Lisboa a partir de 2002;
-participa no I Governo Constitucional de Mário Soares.
-Vice-Presidente da Assembleia da República desde 1995;
-Membro do Conselho de Estado (de 1996 a 2002 e de novo em 2005).

Só por manifesta má vontade pderemos dizer que ele não participou nas iniciativas legislativas, a não ser que achemos não terem os elementos da comissões parlamentares nada a ver com o que ali se passa. Ou que um vice-presidente da AR é descartável e não serve para nada.

Afixado por: ACarvalho em janeiro 26, 2006 07:40 PM

Caro Carvalho.

Continue um homem alegre. Assim o considero, pelo que por aqui leio. Parabéns pela elevada votação que tiveram, que, ao contrário do que possa pensar, me deixou, igualmente, feliz.
O "Soarismo" deu o último suspiro. Finalmente!

Convido-o a revisitar o Fórum da página da Mãe que tem novos temas, os quais poderão deixa-lo agradado.

Até Breve.
Luis

PS: Jádescobri a rua do cavaco, cá pelas bandas de Vermoim (Concelho da Maia)

Afixado por: Luis Moura Serra em janeiro 28, 2006 01:33 AM

Caro Luís
Os meus parabéns pela vitória de Cavaco. Gostaria que todos nós, um dia destes, pudéssemos concluir que, afinal, por causa dessa vitória, todos os portugueses estão de parabéns. Seria bom sinal.
A rua do Cavaco sempre é em Vermoim? Como a descobriu? Diligências na Câmara Municipal?
Vou visitar a página de sua Mãe para ver as novidades.
Um abraço

Afixado por: ACarvalho em janeiro 28, 2006 01:04 PM

Passo por lá imensas vezes e nunca tinha reparado. Nâo fosse este seu blog e acabaria por morrer ignorante.

Abraço

Afixado por: Luis Moura Serra em janeiro 29, 2006 03:21 AM

eheh, Não brinque.

Afixado por: ACarvalho em janeiro 29, 2006 09:11 PM
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