No Olimpo, patamar dos deuses, casa de Zeus, é este o lugar onde julgam viver alguns fazedores de opinião. Autopromovidos ao Poder, umas vezes, e ao contra-poder outras, crêem firmemente ser capazes de mudar o curso dos rios, o lugar das montanhas, decidir os destinos dos povos. Acreditam que o Mundo começa e acaba nas redacções onde congeminam fados; ali flutuam, descrentes da sageza dos mortais.
No último número do Expresso, contudo, os acólitos das vestais mostraram uma incomparável vocação para a burrice, a sua imortalidade ingénua levou duro golpe. Mudar o sentido de voto da área socialista, fabricar um facto político, o resto fluiria como as águas do Aqueronte (já que estamos em maré de mitologia). Nada mais fácil: eles, a bíblia do povo, só teriam de publicar, não uma sondagem, mas uma indicação de voto. Foi o que fizeram.
Perderam! Perderam a aposta e o crédito. E sem crédito, ninguém ousará neles apostar um cêntimo que seja. A começar por mim.
Publicado por ACarvalho em janeiro 23, 2006 09:51 AM