Estou, neste momento, no Teatro Garcia de Resende. O candidato está atrasado. Na penumbra, vultos distribuem-se pela plateia e camarotes. Um sussurro percorre a sala, algumas pessoas cumprimentam-se, agradadas, às vezes surpreendidas, pela descoberta desta afinidade mútua de tentar eleger Manuel Alegre, cumplicidade desconhecida, agora revelada. Depois de anos de cumprimentos distantes, quem sabe, não poderão alguns dos presentes iniciar uma relação de maior proximidade, com base nesta súbita causa partilhada. Pela minha parte, já troquei saudações calorosas com 3 pessoas que costumo cumprimentar de forma um tanto fria, e com outras cuja opção já conhecia, é assim, coisas de meios pequenos.
Entretanto, no palco, afina-se o som, a iluminação, as distâncias, arrumam-se os fios, colocam-se os microfones, às vezes ouvem-se uns guinchos debitados pelas poderosas colunas, protestando, em linguagem «feedback», pelo mau trato do técnico.
Alguém, perto de mim, grita para o camarote «já chegou a Évora», olho o relógio do PDA em que escrevo, são cinco e vinte. A minha mulher, vinda da casa de banho, acrescenta que a caravana já está na Praça do Giraldo.
Então, começam a ouvir-se cânticos e vivas, na rua. De repente, um mar de gente, uma onda de esperança e energia leva Alegre até à entrada e, num ápice, o teatro enche: toda a plateia e três filas de camarotes. Agitam-se os corpos, as vozes e as bandeiras.

Pletóricos de energia, emoção a vir aos olhos, os peitos incham, as vozes enrouquecem. A esperança é possível. O teatro encheu!! Viva Manuel Alegre Presidente!
Publicado por ACarvalho em janeiro 14, 2006 07:59 PMSó pelo facto de ter tido essa vivência, já valeu a pena. Nada como criar novas cumplicidades!
Abraço
Afixado por: Luis Moura Serra em janeiro 14, 2006 10:37 PMImpossíveis as palavras, para exprimir o momento único, histórico, que hoje vivemos no Teatro Garcia de Resende, com Manuel Alegre.
Manuel Alegre é factor de Esperança num Futuro partilhado e solidário.
É o nosso Salgueiro Maia da Revolução Tranquila que em Évora nos propôs.
Acompanhei o grupo que foi esperá-lo à Praça do Giraldo. Foi uma longa espera, no declinar da tarde que esfriava. Mas valeu a pena.
Às tantas, o Mandatário Distrital, Dr. José Luís Cardoso, confiou-me o sobretudo, o cachecol...e as folhas com o discurso com que haveria de saudar o Candidato. Na caminhada da Praça para o Teatro, por entre o nosso entusiasmo e o pressing dos media, só a poucos metros do Garcia de Resende consegui chegar-me "à linha da frente" e entregar o discurso ao Dr. Cardoso. Quanto ao sobretudo e ao cachecol, fizeram-me companhia durante toda a sessão. Bem os podia ter trazido para casa que o Dr. Cardoso não dava por nada. Daí a rouquidão ( para além da emoção ) com que ele leu o texto.
Encontrei e reencontrei também muitas pessoas conhecidas e amigas. Algumas boas surpresas.
Foi, de facto, um momento inesquecível. Senti-me a fazer parte da História.
Confirmei que Manuel Alegre tem, efectivamente, o talento e a dimensão que precisamos para o nosso próximo Presidente da República.
Outros pormenores haveria a dizer. O mais importante, é que possamos reencontrar Alegre, em Évora, aquando da 2ª volta.
Um Alegre e Fraterno Abraço ( que é como devem ser todos os Abraços entre Amigos ou entre as Pessoas de Boa Vontade) !
Moura Serra, já nos conhecemos há algum tempo e sei que não vai votar em Alegre. Tudo bem! Não está sozinho. Metade dos portugueses vai votar em Cavaco. E eu respeito isso. Se Cavaco for eleito, ele será o presidente, ponto final. É assim a democracia. Obrigado por continuar a visitar o meu blog, há mais vida para lá da política, não é verdade?
Um abraço
Chitas, então são horas de visitar um blog? quatro e vinte da manhã!! A excitação foi enorme, não? Eu entendo a emoção.
Um abraço