janeiro 13, 2006

Hoje, vou a Lisboa

A Lisboa, onde vivi 30 anos mas onde sempre me senti um labrego inteiro. Não sou como o primo Elias que, mal entra na Ponte, lhe vem a enxaqueca, não chego a tanto, mas falta-me algum jogo de cintura para me sentir ali bem. Foi por isso que regressei às origens. Aqui, continuo a sentir-me um labrego, com uma vantagem: todos os que me rodeiam são como eu.

Vou hoje e regresso hoje. Mesmo porque amanhã tenho cá o Senhor Presidente Manuel Alegre de Melo Duarte, às 16 horas, no Teatro Garcia de Resende, uma das salas mais bonitas de Portugal, a moldura certa para o nosso PR. Só falta mesmo é que a outra moldura, a humana, seja a condizer. Nesta fase da campanha, o número de apoiantes que aparece constitui um barómetro importante que não podemos desprezar. E nem vale a pena estar a fazer apêlos, estas coisas são como são: vem muita gente? Ainda bem! Vem pouca gente? Mau prenúncio! Não será, contudo, por falta minha: levo a mulher, os filhos e a sogra. Até o canário levava, se o tivesse. Não vão contrariados, bem entendido, vamos todos porque... nós podemos ser labregos, mas não somos parvos.

Publicado por ACarvalho em janeiro 13, 2006 10:10 AM
Comentários

Caro Carvalho.

Tenho vindo com frequência ao seu blog, e hoje, finalmente, vejo que escreveu a bom escrever.

No que se refere a sentir-se labrego em Lisboa, deixe-me dizer-lhe que, quando em teenager, também me sentia, por vezes, um labrego em Lisboa. No entanto, dada a minha vivência e o facto de, graças ao esforço do pai, poder, nos dias de hoje, afirmar que sou um homem viajado, acabo por perceber que labregos são mesmo é os de Lisboa!

Até breve

Afixado por: Luis Moura Serra em janeiro 14, 2006 10:33 PM

eheh!! Bem observado!
Um abraço

Afixado por: ACarvalho em janeiro 15, 2006 09:12 PM

Bom dia

Ontem lembrei-me, ao ver o programa "Prós e COntras" na RTP1, deste seu post. Não sei se teve oportunidade de ver o referido programa.

Referia-se um dos intervenientes, ao facto de o português ser um povo saloio e ter vergonha de o assumir. Eu, por mim, adoro espalhar aos quatro ventos, que sou "parolo".

Abraço

Afixado por: Luis Moura Serra em janeiro 17, 2006 12:53 PM
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