Nesta história, já não são só os princípios, as palavras também têm andado desemboladas, quero dizer, apeadas, como as cruzes. Se não, atentem nas palavras de Ana Drago:
"Se numa escola do interior estivesse pendurado um enchido, um chouriço ou qualquer outra coisa ligada à nossa cultura popular, ninguém levantava a questão."
Estamos já ao nível térreo das palavras e das ideias. Para Ana Drago, o simbolismo que se lixe. O problema dos símbolos religiosos situa-se no patamar das "farinheiras" e dos "salpicões".
Publicado por ACarvalho em dezembro 5, 2005 06:30 PM