dezembro 20, 2005

Bom Natal

A todos os bloggers e leitores

Um bom Natal e feliz ano.

Volto a "postar" em Janeiro.

Publicado por ACarvalho em 06:28 PM | Comentários (7) | TrackBack

dezembro 18, 2005

Esta chamada pode estar sob escuta

O New York Times, em editorial de hoje, com o título epigrafado, tece considerações interessantes sobre as escutas telefónicas, depois de ter sido tornado público que, em nome da segurança interna, o Presidente Bush pôs, secretamente, sob escuta, um incontável número de cidadãos americanos. Para o articulista, tratou-se de uma violação da lei.

Numa altura em que o nosso PGR divulgou números sobre as escutas em Portugal, apontando para cerca de 8.000 portugueses alvo da técnica "soneca" de investigação, este editorial chama a atenção para uma questão importante: Onde acaba a liberdade individual e começa a segurança do Estado? Quem decide escutar o quê e quem?

Uma coisa todos sabemos: enquanto houver decisões unilaterais de escuta rodeadas do secretismo que sonega o conhecimento da operação a quem de direito há, em concomitância, atropelo à liberdade. É uma escuta pirata. Acabar com a opacidade legal é a exigência dos cidadãos, os principais interessados. Enquanto não houver um debate público sério e esclarecedor, não há maneira de se encontrar uma saída. Uma saída que passe pela clareza, pela legalidade e por uma regulação apertada dos mecanismos utilizados. Uma base legal sólida nao deixa margem para interpretações dúbias.

O sistema não pode, contudo, ser tão aberto que, no limite, permita ao investigado ter conhecimento antecipado da operação que se prepara. Aí funcionará o equilíbrio e a sensatez do legislador. A matéria é sensível, delicada, mas não pode deixar-se que situações como as relatadas na América possam ocorrer. Ou que se abuse do processo, como parece ser o caso português.

Publicado por ACarvalho em 04:56 PM | Comentários (3) | TrackBack

dezembro 16, 2005

Não gostas?

Um inglês veio a Évora visitar um amigo. Este, movido pela ideia de bem receber, batido na cozinha da terra, dedo para a coisa, prepara-lhe uma deliciosa sopa de cação e umas migas de espargos a lembrar o travo forte dos sabores já esquecidos.

O inglês prova um pouco do cação e larga uma careta que não engana: não gostou. Esperançado no trunfo infalível, o esforçado eborense liberta o súbdito britânico da sopa e diz-lhe, confiante, "disto vais gostar, não conheço ninguém que não goste, nenhum ingrediente desempenha aqui um papel cinzento e descartável, são todos actores principais de um manjar de deuses!" e põe-lhe à frente o festim de migas.

O inglês, apontando o nariz à caçarola, mira o pão desfeito, a carne da calda, tira três rodelas de laranja e o seu jantar fica por ali, perante a corada estupefacção do alentejano. Este entende o erro que cometeu ao avaliar mal a sensibilidade das papilas gustativas do amigo, pede-lhe desculpa por não o ter levado a jantar fora e promete-lhe "amanhã levo-te a um bom restaurante." O camarada responde "nem pensar, ficamos em casa mas sou eu que faço o almoço."

No dia seguinte, à uma da tarde, o inglês pôe, triunfante, sobre a mesa, bem enfeitada, uma salada profusamente composta: couve branca, couve rouxa, tudo cortado, uma cenoura ralada, talos de aipo picados, uma maçã cortada em cubinhos, sultanas, pinhões torrados, alface, maionese e um tempero de sumo de limão.

O alentejano nem precisou de dizer nada, o olhar desgostoso traíu-o. O inglês incorrera no mesmo erro do amigo.

À noite, foram os dois comer ao restaurante. Cada um comeu do que gostou.

Em tempo, notícia do Correio da Manhã:
Para o presidente norte-americano, George W. Bush, não há dúvidas. As eleições legislativas realizadas quinta-feira no Iraque são um exemplo importante para os regimes do Irão e da Síria, no sentido em que representam um passo em frente rumo à democracia.

Publicado por ACarvalho em 01:11 PM | Comentários (2) | TrackBack

dezembro 15, 2005

Recordemos

No dia de Hoje:

Depois de intensos combates que se prolongaram por 10 meses, os franceses derrotam os alemães na Batalha de Verdun, 1916;

O filme "E Tudo o Vento Levou" faz a sua estreia mundial, em Atlanta (1939);

Nasce Gustave Eiffel, 1832.

Publicado por ACarvalho em 07:11 PM | Comentários (2) | TrackBack

Cansado?

No debate de ontem, Soares aparentava claro desgaste. Cansaço? Incómodo por se tratar de Manuel Alegre? Não usou de vivacidade. Talvez o seu antónimo, se é que existe. Ainda por cima, debitou alguns lugares comuns, usou um discurso pouco criativo, uns chavões pouco convincentes, enfim, uma falta de entusiasmo que não tem nada dele. Se a forma física ceder, vai ser duro, estamos ainda longe das eleições e aquela insistência recorrente na experiência não representa um bom sinal, não por culpa da importância da experiência, um valor seguro, mas por não ter intuído a, mais que previsível (e potencialmente determinante) resposta de Alegre, encerrando uma ideia arrasadora: Se apenas a experiência colhe crédito, como pode cada um de nós dela beber? Em nome desse duvidoso princípio (muitas vezes utilizado para justificar escolhas corporativas), há por aí muito boa gente sem trabalho, muito escritor sem editora, e toda uma elite qualificada a percorrer a via sacra do biscate desqualificado ou labutando em POCs, estágios e serviço voluntário. E, pelos vistos, muitos jovens políticos "encalhados". Alegre não lhas "cantou" todas, o directo tem destas coisas, mas um contra-ataque bem delineado teria decidido, logo ali, o resultado do debate.

Publicado por ACarvalho em 04:43 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 14, 2005

A Cimeira dos 25

A montanha pariu o ratito do costume. Insensível aos apelos de Barroso, Blair aumenta a proposta de orçamento em 2,3 mil milhões de euros. O mais recente velhaco da política europeia engendra, estrategicamente, uma política que agrada, internamente, aos Conservadores e põe os parceiros continentais a falar sozinhos. Mesmo que, 5.ª ou 6.ª feira acrescente uns pozinhos ao cozinhado, sairá como grande vencedor desta negociação, vendo reforçada a sua posição, em casa e fora dela. Mesmo doente, Thatcher não deixará de aplaudir e sorrir, por ver as suas políticas serem adoptadas pelos rivais Trabalhistas, gerando o consenso que ela própria jamais conseguiu. É o triunfo das manigâncias desconfiadas dos ilhéus que ainda por cima serão ressarcidos em cerca de 2/3 da factura a pagar, em consequência da perpetuação do famoso "cheque britânico", outra ratice da Dama de Ferro, em meados dos anos 80. Aguenta Europa, ilhéus solidários seria uma (original) novidade! Eles não são (nem querem ser) europeus.

Publicado por ACarvalho em 02:42 PM | Comentários (2) | TrackBack

dezembro 13, 2005

Ensino secundário: terminal e certificante!

Albino Almeida, presidente da CONFAP (Confederação das Associações de Pais) defende um ensino secundário terminal e certificante.

Tradução: acabem com os exames no secundário.

Que a educação, em Portugal, está em estado terminal, não é novidade. O certificado deve servir como prova da agonia da doente. Um atestado de morbilidade, na antecâmara da morte da educação.

Com gente desta, a dizer pérolas destas, não demora muito.

Publicado por ACarvalho em 07:15 PM | Comentários (2) | TrackBack

Um em cada 1250, rácio de portugueses sob escuta.

Foi o próprio Procurador Geral da República que o disse. Em Portugal, neste momento, há "apenas" 8000 pessoas sob escuta, no âmbito de investigações várias. VOCÊ, EU, ou outra qualquer boa e desprevenida alma, podemos estar incluídos nesse número.

Na Praia Lusitana, escuta-se. No seu ZAPPING (Expresso de sábado), Pedro da Anunciação insinua, claramente, a necessidade de investigar mais e escutar menos. Investigar dá trabalho, a escuta é a investigação "soneca", uma espécie de pesca à linha pouco refinada: ao recurso repetitivo do isco, responde o suspeito com a astúcia do peixe velho, cheira mas não "come".

De tão estafada, a táctica da escuta vai dar origem a uma nova linguagem telefónica, feita de parábolas e outras imagens, no meio de uns quantos monossílabos.
- Então, vamos à "pesca"?
- Sim, já tenho as "canas".
- Arranjas o "barco"?
- Ya, um "bote" à maneira!
- O que fazemos depois de levantar massa no Multibanco?
- Vamos à gasolina.

Esta proto-linguagem, profusamente decorada de alegorias, eufemismos, prosopopeias e metonímias, faria corar, de inveja, os mais retóricos políticos da nossa praça e abrir a boca, de espanto, ao próprio Vieira, mestre da oratória. Estou com Anunciação: Acabem com a devassa da vida das pessoas e façam o bom, velho e prosaico trabalho de sapa, pai de todos os êxitos. Suem a camisola.

Publicado por ACarvalho em 05:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

Não é preciso suares, Soares

Soares afirma a sua preocupação, no caso de uma vitória de Cavaco. E adianta que aceitará a derrota se as eleições forem limpas.

A preocupação de Soares não reside tanto na vitória de Cavaco como na sua própria derrota. Com a idade, certas coisas custam a engolir, a rijeza de espírito dá em ceder, eu vejo por mim, durmo mal sempre que me goram as expectativas, em novo, era para o lado que dormia melhor.

Francamente delirante é aquela tirada das eleições limpas, o pai da democracia descrê da própria filha, ele lá sabe da qualidade da prole, a desgraçada nem ao progenitor inspira confiança, de avacalhada que está, qualquer um a leva à certa e ela, já trintona, com idade para assentar, gosta da paródia e não se dá ao respeito, a badalhoca.

O super-Mário, ou ganha as eleições, ou vai ver se lhe passaram a perna, ali para os lados da Guiné é o pão nosso de cada dia, a vigarice corre nos genes lusitanos, o nosso Peron bem o sabe.

Publicado por ACarvalho em 01:39 PM | Comentários (3) | TrackBack

dezembro 06, 2005

Glória ao mérito

Maria Monteiro, 28 anos.

Currículo:
Ex-assessora de Imprensa de Durão Barroso;
Ex-adjunta da antiga ministra da Cultura, Maria João Bustorff;
Adjunta do porta-voz do MNE, Carneiro Jacinto.

Vai, já a seguir, ocupar o cargo de ADIDA DE IMPRENSA DA EMBAIXADA DE PORTUGAL EM LONDRES.

Apesar da importância do cargo, e mau grado o brilhante currículo, vai ganhar apenas cerca de 9.000 euros o que abona a favor do seu espírito de missão. Obrigado, MARIA!

À margem: Freitas do Amaral tinha decidido reduzir para metade os adidos das embaixadas. Contudo, Maria já estava à espera de colocação há cerca de seis meses (coitada da pequena!) e a sua nomeação estava decidida ainda antes do anúncio dos cortes (que conveniente!)

Observação: Sabem qual é o segredo desta brilhante carreira? Trabalho, muito trabalho e um currículo extensíssimo.

Só por clara má vontade é que os maldizentes do costume invocam o facto de ser filha do antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros e actual embaixador em Paris, António Monteiro. Batam na boca! Esta malfadada cultura judaico-cristã dá cabo de nós, não podemos ver ninguém medrar, vêm logo desconfianças e suspeitas. Tento na língua!

Comentário com base em notícia CM.

Publicado por ACarvalho em 07:41 PM | Comentários (4) | TrackBack

O desmame

O desmame é um conjunto de técnicas que visam desabituar o bebé da mama. Até aos anos cinquenta, o desmame era coisa simples: a mãe mascarrava o peito com fuligem da chaminé e o bebé, perante a aterradora visão, nunca mais queria mama, são conhecidos casos de pessoas que nunca mais foram capazes de beber leite, nem em copo, e para estas, olhar uma inocente garrafa de Vigor é suficiente para pôr em marcha um processo que inclui suores frios, arrepios e tremores, uma complicada reacção que só tem paralelo no alcoólico delirium tremens. A mama é uma dependência e o corte radical pode trazer traumas semelhantes ao descrito.

Profundo conhecedor das técnicas de desmame, Toni Blair quer tirar a mama a um retardado bebé chamado Portugal, que já não é nenhuma criança, já leva uns bons quinze anos de chucha e, por causa disso, ostenta um buraco no lugar dos incisivos. Viciado na têta, desleixou-se. Sem os dentes da frente, ferramentas fundamentais na luta pela sobrevivência, adolescente sem brio, procura, no vício, o prolongamento da 1.ª infância, adoça os modos, insinua-se como sedutor de 1.ª, na pele de chulo de 3.ª, e pede mais. Papá severo, austero e firme, Blair repreende, "Desta vez levas metade da garrafa, é para teu bem, já és um homenzinho". Prendendo o burro, cara de mau, na carranca feia birra, fedendo a mimo, o calhorda ensaia todas as técnicas do fedelho chantagista.

Não percebeu que há novos bebés e já não é o menino do papá. Ou se faz à vida ou leva de arreata. Time´s up!

Publicado por ACarvalho em 03:27 PM | Comentários (1) | TrackBack

Debate chocho?

Debate chocho? Claro que não, civilizado, correcto, sereno. Nada de "arrincanços" demagógicos, mediaticamente lustrosos. Nem apetece perguntar quem ganhou, isto não é o jogo em que quase sempre se convertem as eleições, estas ou outras. É a atitude certa, a única que pode passar todas as mensagens, na ausência do ruído de fundo em que se converte o ataque gratuito, a acusação rasteira, a insinuação torpe. Os moderadores também estiveram à altura, fugindo à tentação piromaníaca, boa para a parangona mediática, mas má para tudo o resto. Bom era que a Judite de Sousa tivesse aprendido alguma coisa, que se habituasse a refrear a tentação cusca, a trica inútil, isto não é o mercado da ribeira e os candidatos não são varinas, pelo menos estes não o foram.

Publicado por ACarvalho em 11:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 05, 2005

Mário Soares, melhor que a encomenda!

Depois de ter feito tábua rasa de uma amizade de muitos anos com Salgado Zenha, vem agora elogiar o velho "amigo". Por ser amigo? Por respeito à sua memória? Não, evidentemente. Mário Soares joga xadrez com os sentimentos e as pessoas, utiliza memórias e nomes de acordo com a estratégia que giza.

O que pretende então, ao evocar Zenha? Apenas atacar Manuel Alegre, por não ter deixado de exercer funções na AR.

Ao fazê-lo, incorre num duplo pecado: faz, de enjôo, revirar Zenha, no túmulo; e catapulta a "amizade" com Alegre ao patamar de "não retorno" que, isto de afectos, não é coisa com que o poeta negoceie.

Hoje, é fácil perceber a amargura de Salgado Zenha. Amanhã, estaremos (todos) em posição de entender a desilusão de Manuel Alegre.

Publicado por ACarvalho em 07:21 PM | Comentários (2) | TrackBack

Crucificações

Nesta história, já não são só os princípios, as palavras também têm andado desemboladas, quero dizer, apeadas, como as cruzes. Se não, atentem nas palavras de Ana Drago:

"Se numa escola do interior estivesse pendurado um enchido, um chouriço ou qualquer outra coisa ligada à nossa cultura popular, ninguém levantava a questão."

Estamos já ao nível térreo das palavras e das ideias. Para Ana Drago, o simbolismo que se lixe. O problema dos símbolos religiosos situa-se no patamar das "farinheiras" e dos "salpicões".

Publicado por ACarvalho em 06:30 PM | Comentários (0) | TrackBack

Frases

Cavaco, citado na rubrica "FRASES" do Expresso:

"Não se devem criar divisões onde elas não existem."

Meu caro, é exactamente aí que as divisões têm de ser criadas. Onde elas existem já não se podem criar. Não se pode dividir o que já está dividido. A não ser que, no quebrado, o denominador seja coisa despicienda (e o resto da divisão ainda aproveite a alguém).

Publicado por ACarvalho em 04:17 PM | Comentários (0) | TrackBack

Quem mais viola o segredo de justiça?

Uma sondagem do Expresso sobre o segredo de justiça deixa duas perguntas interessantes no ar:

1- Deve-se alterar a lei para impedir toda a gente, jornalistas incluídos, de divulgar dados sob segredo de justiça?

2- Quem mais viola o segredo de justiça?

Na resposta à primeira pergunta, 50% (contra 38) acha que sim. Deve alterar-se uma lei sempre que não for possível impor o seu cumprimento? A lei enfrenta graves dificuldades de aplicação mas é clara e não enferma de ambiguidades. Em vez de se punir os que não a cumprem, muda-se por não ser cumprida. Se os automobilistas deixarem de pagar multas, muda-se o código da estrada? Ainda não vivemos em "anomia", já faltou mais, mas ainda não chegámos lá. Estranho mesmo é que não se diligencie no sentido de desmascarar quem "bombardeia" a aplicação da lei. Seria tão fácil como descobrir um automobilista pouco dado ao cumprimento do código. Quem segura o quê ou quem?

Quanto à segunda questão, não há nada que saber, o segredo de justiça é violado por quem o... viola, deliberadamente ou não. Se eu conhecer alguém ligado a um processo que me conte pormenores sob segredo e depois, por minha conta e risco, eu próprio os divulgar, houve dupla violação. Não interessa se sou, ou não, jornalista. A comunicação social, apelidada de quarto poder, atingiu, aqui, um patamar de inimputabilidade geralmente atribuída à insanidade mental e psíquica, à incapacidade para avaliar o grau de arbitriaridade dos próprios actos, um estatuto que, aos amanuenses de serviço, serve na perfeição, mas transforma as folhas para que escrevem em pasquins sem crédito.

Publicado por ACarvalho em 03:17 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 01, 2005

Primeiro de Dezembro

A anedota que corre por aí, de que nos dias de hoje, são os espanhóis que mais razões têm para festejar o 1.º de Dezembro, mostra o quanto estão os portugueses entristecidos com as sucessivas gerações de governantes que tiveram à frente dos destinos do País.

No entanto, a comemoração do 1.º de Dezembro é, em muitas terras alentejanas, levada muito a sério, num ritual que ganhou motivação e bebeu a sua força no tempo da ocupação: no decurso de um desfile carnavalesco levado a efeito em Madrid, uma das "troupes" era constituída por dezenas de foliões auto-intitulados de "carneirada alentejana". Mascararam-se com tosões de ovelhas e, ao sinal do mestre de "troupe" baliam, em côro, um sonoro "mé!!!"

O desfile foi um sucesso em Madrid e os ecos chegaram aqui à planície, gerando uma onde de genuína revolta. As alterações de Évora e, mais tarde, a perseguição sanguinária movida pelos elvenses aos castelhanos, no rescaldo da batalha das "Linhas de Elvas", têm parte da sua explicação neste episódio pouco conhecido.

Ainda hoje, em Évora, metade da cidade perde a noite de 30 de Novembro, em animados festejos, e só se deita depois do sol raiar. Como se quisesse certificar-se, em cada madrugada do primeiro dia de Dezembro que, pelo menos por agora, a ameaça continua contida para lá do Caia.

Publicado por ACarvalho em 02:20 PM | Comentários (3) | TrackBack

FNAC-Teorema

Se quer concorrer ao prémio literário FNAC-Teorema, apresse-se. Vá preparando os seus originais e envie-os até 15 de Fevereiro.

Consulte o regulamento em fnac.pt

JURI: Carlos da Veiga Ferreira, Dóris Graça Dias, Helena Barbas, Nuno Júdice e Rui Zink.

Publicado por ACarvalho em 01:44 PM | Comentários (0) | TrackBack